Ferida aberta
espasmos de dor
Ríspidas palavras
disparam sem cor.
Olhar triste
encara o vazio
Uma lágrima cai
no meio-fio
Estúpidos pensamentos
modelam a mente
Ações premeditadas
invadem silenciosamente.
Sem ar, sem rumo
arrasto meu corpo
Fatídico dia
frente ao porto.
Du ^^
Nasci para aprender. Vivo para aprender e, por mais que esteja consciente disso, não é nada fácil. Aprender significa crescer, amadurecer e melhorar, mas também significa lidar com limites, dificuldades e dores. Aprender a ser flexível em alguns momentos. Aprender a brigar por aquilo que eu acredito. Aprender a conhecer o outro, me conhecendo. Aprender a me conhecer, descobrindo o outro. Bem, estou nessa vida, dando o melhor de mim, para ser um bom "aprendiz"! Então... "viva la vida"!!!
domingo, 24 de julho de 2011
SAINT PREUX
Saint-Preux (nascido em 1950)
Seu verdadeiro nome é Christian Langlade.
Um das músicas mais conhecida dele é Concerto pour une voix.
sábado, 23 de julho de 2011
POEMA À BOCA FECHADA
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago
sexta-feira, 22 de julho de 2011
VENTO
"Assovia o vento dentro de mim.
Estou despido.
Dono de nada, dono de ninguém,
nem mesmo dono de minhas certezas,
sou minha cara contra o vento, a contravento,
e sou o vento que bate em minha cara."
[Eduardo Galeano]
_______________________________________
Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galeano
segunda-feira, 18 de julho de 2011
EM ALGUM LUGAR DO PASSADO...
Um filme marcante...
Forte, romântico e intenso.
Uma das raras vezes em que
gostei mais de um filme,
que da obra original, o livro.
Elenco, direção, fotografia,
cenários e música
absolutamente perfeitos.
Filme: Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time)
Sinopse:
Universidade de Millfield, maio de 1972. Richard Collier (Christopher Reeve) é um jovem teatrólogo que conhece na noite de estréia da sua primeira peça uma senhora, idosa, que lhe dá um antigo relógio de bolso enquanto, em tom de súplica, lhe diz: "volte para mim". Ela se retira sem dizer mais nada, deixando Richard intrigado enquanto volta para seu quarto no Grand Hotel.
Chicago, 1980. Richard não consegue terminar sua nova peça, assim decide viajar sem destino certo e resolve se hospedar no Grand Hotel. Lá resolve visitar o Salão Histórico, que esta está repleto de antiguidades e curiosidades do hotel, e fica encantado com a fotografia de uma bela mulher. Como não havia plaqueta de identificação Richard procura Arthur Biehl (Bill Erwin), um antigo funcionário do hotel, que diz para Richard que o nome dela é Elise McKenna (Jane Seymour), uma atriz famosa que fez uma peça no teatro do hotel em 1912.
Collier fica tão obcecado com o rosto de Elise que decide não partir e então vai até uma biblioteca próxima, onde pesquisa sobre McKenna. Para sua surpresa descobre que Elise é a mesma mulher que lhe deu o relógio, que ele carrega até hoje. Richard então procura Laura Roberts (Teresa Wright), que escreveu o artigo sobre Elise. Inicialmente ela não o recebe bem, mas quando ele mostra o relógio Laura fica espantada, pois era uma objeto de estimação que ela nunca se separava e sumiu na noite em que ela morreu, ou seja, na noite em que falou com Richard. Ao conversar mais calmamente com Laura, Richard toma consciência que ele e Elise tinham vários fatores em comum, mas parece que para achar a peça que falta deste bastante intricado quebra-cabeças ele terá de ir em algum lugar do passado, mas para isto precisa se desligar totalmente do presente.
Fonte: http://interfilmes.com/filme_13215_Em.Algum.Lugar.do.Passado-(Somewhere.in.Time).html
domingo, 17 de julho de 2011
METADE
Não é possível definir
o adulto por seus atos,
mas por suas intenções e...
... coerência!
Não é possível me definir
pelo que sou:
metade adulto e
metade criança!
Não é possível me conhecer
quando estou adulto.
Sou racional demais!
Mas é possível me entender
quando estou criança.
Sou pura emoção!
Du ^^
Marcadores:
aprendizagem,
crença,
depoimento pessoal,
percepção
O QUE SOU ENTÃO?
"...Sou uma pessoa que tem um
coração que por vezes percebe,
sou uma pessoa que pretendeu
pôr em palavras um mundo
ininteligível e um mundo impalpável.
Sobretudo uma pessoa cujo coração
bate de alegria levíssima
quando consegue em uma frase
dizer alguma coisa sobre a vida
humana ou animal.”
[Clarice Lispector]
sábado, 16 de julho de 2011
SAÚDE MENTAL
"Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental.
Os que me convidaram supuseram que eu,
na qualidade de psicanalista, deveria ser um
especialista no assunto. E eu também pensei.
Tanto que aceitei.
Mas foi só parar para pensar para me arrepender.
Percebi que nada sabia. Eu me explico.
Comecei o meu pensamento fazendo uma lista
das pessoas que, do meu ponto de vista,
tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas
cujos livros e obras são alimento para a minha alma.
Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein,
Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei.
Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida.
Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber
que iria morrer em breve: não suportava mais
viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de
uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.
Essas eram pessoas lúcidas e profundas
que continuarão a ser pão para os vivos
muito depois de nós termos sido
completamente esquecidos.
Mas será que tinham saúde mental?
Saúde mental, essa condição em que as idéias
comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis,
sem surpresas, obedientes ao comando do dever,
todas as coisas nos seus lugares, como soldados
em ordem unida, jamais permitindo que o corpo
falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado;
nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela,
basta fazer o que fez a Shirley Valentine
(se ainda não viu, veja o filme)
ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso,
a coragem de pensar o que nunca pensou.
Pensar é uma coisa muito perigosa...
Não, saúde mental elas não tinham...
Eram lúcidas demais para isso.
Elas sabiam que o mundo é controlado
pelos loucos e idosos de gravata.
Sendo donos do poder, os loucos
passam a ser os protótipos da saúde mental.
Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria
aos testes psicológicos a que teria de se submeter
se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado,
nunca ouvir falar de político que tivesse depressão.
Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas
da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.
Sinto que meus pensamentos podem parecer
pensamentos de louco e por isso apresso-me
aos devidos esclarecimentos.
Nós somos muito parecidos com computadores.
O funcionamento dos computadores, como todo
mundo sabe, requer a interação de duas partes.
Uma delas chama-se hardware,literalmente
"equipamento duro", e a outra denomina-se software,
"equipamento macio". Hardware é constituído por todas
as coisas sólidas com que o aparelho é feito.
O software é constituído por entidades "espirituais"
- símbolos que formam os programas
e são gravados nos disquetes.
Nós também temos um hardware e um software.
O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios,
tudo aquilo que compõe o sistema nervoso.
O software é constituído por uma série de
programas que ficam gravados na memória.
Do mesmo jeito como nos computadores,
o que fica na memória são símbolos,
entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais",
sendo que o programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos
no hardware ou por defeitos no software. Nós também.
Quando o nosso hardware fica louco há que
se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão
com suas poções químicas e bisturis consertar
o que se estragou. Quando o problema está no software,
entretanto, poções e bisturis não funcionam.
Não se conserta um programa com chave de fenda.
Porque o software é feito de símbolos e,
somente símbolos, podem entrar dentro dele.
Ouvimos uma música e choramos.
Lemos os poemas eróticos de Drummond
e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som.
Imagine que o toca-discos e os acessórios,
o hardware, tenham a capacidade de ouvir
a música que ele toca e se comover. Imagine mais,
que a beleza é tão grande que o hardware
não a comporta e se arrebenta de emoção!
Pois foi isso que aconteceu
com aquelas pessoas que citei no princípio:
A música que saia de seu software era tão bonita
que seu hardware não suportou...
Dados esses pressupostos teóricos,
estamos agora em condições
de oferecer uma receita que garantirá,
àqueles que a seguirem à risca,
"saúde mental" até o fim dos seus dias.
Opte por um software modesto.
Evite as coisas belas e comoventes.
A beleza é perigosa para o hardware.
Cuidado com a música...
Brahms, Mahler, Wagner, Bach
são especialmente contra-indicados.
Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar.
Tranquilize-se há uma vasta literatura
especializada em impedir o pensamento.
Se há livros do doutor Lair Ribeiro,
por que se arriscar a ler Saramago?
Os jornais têm o mesmo efeito.
Devem ser lidos diariamente.
Como eles publicam diariamente sempre a
mesma coisa com nomes e caras diferentes,
fica garantido que o nosso software pensará
sempre coisas iguais.
E, aos domingos, não se esqueça do
Silvio Santos e do Gugu Liberato.
Seguindo essa receita você terá
uma vida tranqüila, embora banal.
Mas como você cultivou a insensibilidade,
você não perceberá o quão banal ela é.
E, em vez de ter o fim que
tiveram as pessoas que mencionei,
você se aposentará para, então,
realizar os seus sonhos.
Infelizmente, entretanto,
quando chegar tal momento,
você já terá se esquecido
de como eles eram..."
[Rubem Alves]
http://www.rubemalves.com.br/
* Rubem Alves é psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_Alves)
Os que me convidaram supuseram que eu,
na qualidade de psicanalista, deveria ser um
especialista no assunto. E eu também pensei.
Tanto que aceitei.
Mas foi só parar para pensar para me arrepender.
Percebi que nada sabia. Eu me explico.
Comecei o meu pensamento fazendo uma lista
das pessoas que, do meu ponto de vista,
tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas
cujos livros e obras são alimento para a minha alma.
Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein,
Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei.
Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida.
Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber
que iria morrer em breve: não suportava mais
viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de
uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.
Essas eram pessoas lúcidas e profundas
que continuarão a ser pão para os vivos
muito depois de nós termos sido
completamente esquecidos.
Mas será que tinham saúde mental?
Saúde mental, essa condição em que as idéias
comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis,
sem surpresas, obedientes ao comando do dever,
todas as coisas nos seus lugares, como soldados
em ordem unida, jamais permitindo que o corpo
falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado;
nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela,
basta fazer o que fez a Shirley Valentine
(se ainda não viu, veja o filme)
ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso,
a coragem de pensar o que nunca pensou.
Pensar é uma coisa muito perigosa...
Não, saúde mental elas não tinham...
Eram lúcidas demais para isso.
Elas sabiam que o mundo é controlado
pelos loucos e idosos de gravata.
Sendo donos do poder, os loucos
passam a ser os protótipos da saúde mental.
Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria
aos testes psicológicos a que teria de se submeter
se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado,
nunca ouvir falar de político que tivesse depressão.
Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas
da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.
Sinto que meus pensamentos podem parecer
pensamentos de louco e por isso apresso-me
aos devidos esclarecimentos.
Nós somos muito parecidos com computadores.
O funcionamento dos computadores, como todo
mundo sabe, requer a interação de duas partes.
Uma delas chama-se hardware,literalmente
"equipamento duro", e a outra denomina-se software,
"equipamento macio". Hardware é constituído por todas
as coisas sólidas com que o aparelho é feito.
O software é constituído por entidades "espirituais"
- símbolos que formam os programas
e são gravados nos disquetes.
Nós também temos um hardware e um software.
O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios,
tudo aquilo que compõe o sistema nervoso.
O software é constituído por uma série de
programas que ficam gravados na memória.
Do mesmo jeito como nos computadores,
o que fica na memória são símbolos,
entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais",
sendo que o programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos
no hardware ou por defeitos no software. Nós também.
Quando o nosso hardware fica louco há que
se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão
com suas poções químicas e bisturis consertar
o que se estragou. Quando o problema está no software,
entretanto, poções e bisturis não funcionam.
Não se conserta um programa com chave de fenda.
Porque o software é feito de símbolos e,
somente símbolos, podem entrar dentro dele.
Ouvimos uma música e choramos.
Lemos os poemas eróticos de Drummond
e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som.
Imagine que o toca-discos e os acessórios,
o hardware, tenham a capacidade de ouvir
a música que ele toca e se comover. Imagine mais,
que a beleza é tão grande que o hardware
não a comporta e se arrebenta de emoção!
Pois foi isso que aconteceu
com aquelas pessoas que citei no princípio:
A música que saia de seu software era tão bonita
que seu hardware não suportou...
Dados esses pressupostos teóricos,
estamos agora em condições
de oferecer uma receita que garantirá,
àqueles que a seguirem à risca,
"saúde mental" até o fim dos seus dias.
Opte por um software modesto.
Evite as coisas belas e comoventes.
A beleza é perigosa para o hardware.
Cuidado com a música...
Brahms, Mahler, Wagner, Bach
são especialmente contra-indicados.
Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar.
Tranquilize-se há uma vasta literatura
especializada em impedir o pensamento.
Se há livros do doutor Lair Ribeiro,
por que se arriscar a ler Saramago?
Os jornais têm o mesmo efeito.
Devem ser lidos diariamente.
Como eles publicam diariamente sempre a
mesma coisa com nomes e caras diferentes,
fica garantido que o nosso software pensará
sempre coisas iguais.
E, aos domingos, não se esqueça do
Silvio Santos e do Gugu Liberato.
Seguindo essa receita você terá
uma vida tranqüila, embora banal.
Mas como você cultivou a insensibilidade,
você não perceberá o quão banal ela é.
E, em vez de ter o fim que
tiveram as pessoas que mencionei,
você se aposentará para, então,
realizar os seus sonhos.
Infelizmente, entretanto,
quando chegar tal momento,
você já terá se esquecido
de como eles eram..."
[Rubem Alves]
http://www.rubemalves.com.br/
* Rubem Alves é psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_Alves)
Marcadores:
aprendizagem,
crença,
educação,
reflexão
quinta-feira, 14 de julho de 2011
PESSOA
Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual a errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
[Fernando Pessoa]
quarta-feira, 13 de julho de 2011
SE COLOQUE NO LUGAR DO OUTRO
Este é um vídeo, que além de me emocionar,
me remete além de um gesto de amor.
Tem a ver com "colocar-se no lugar do outro".
É preciso sensibilidade suficiente para ir
além do entendimento, além da razão.
Deve-se perceber corretamente o que o outro sente,
como pensa ou porque age de determinado modo.
Deve-se entender o ponto de vista do outro,
A partir da visão que nos apresenta e
compreender sua real necessidade (não a sua).
Já reparou que as pessoas tendem a dizer
aquilo que gostariam de ouvir ou receber?
Ou que fazem perguntas, mas dificilmente aceitam
uma resposta que não seja a que espera?
Repare que isso é mais comum do que imagina.
Dizer como se deve reagir, ou dar vários conselhos
(de acordo com a "sua" opinião ou crença),
não faz com que "se coloque no lugar do outro".
Às vezes, a ajuda não depende de conselhos,
nem da sua predisposição de estar ao lado.
Como a perda de alguém, cada um reage de uma maneira.
Para alguns, um olhar ou um abraço é mais do suficiente.
Para outros, é preciso consolar, estando junto, conversando.
O melhor é você perceber que as pessoas são diferentes.
E que tem momentos e reações diferentes, como você!
(ou vai me dizer que é sempre igual???)
Mas o pior, é dizer que entende o outro, e em seguida
fala só de si, de suas necessidades e carências.
Isto não é "se colocar no lugar do outro".
É apenas um modo de ser egocêntrico, achando que não é.
Fácil mudar? Não, porém fica menos difícil se tentar.
Du ^^
Marcadores:
aprendizagem,
crença,
reflexão,
VIDEOS QUE EMOCIONAM
Assinar:
Postagens (Atom)


